domingo, 10 de abril de 2011

Dilma melhor do que a encomenda

os neófitos na política podem se considerar surpresos com a performance de Dilma. Os “do ramo” sabiam que um governo dela começaria justamente dessa forma: sóbrio e tecnicamente competente. Análise de especialistas brasileiros e estrangeiros mostra uma presidente destemida, trabalhando firme, rigorosa nos bastidores e sem espalhafatos públicos, como estávamos acostumados. Aécio Neves, o novo líder da velha direita nacional, diz que ela começou o nono ano do mesmo governo. Não é verdade, nem um tucano tem autoridade para dizer coisas assim. O PSDB é um arranjo de malandragem, os piores políticos do país reunidos numa legenda com ares de homens públicos. Dilma começa um governo que tampouco é o de Lula e do PT. É o dela, em coalizão com todos estes, em harmonia, mas com o distanciamento necessário para governar de fato. Caso contrário, seria um fantoche.
Um detalhe que escapou aos sergipanos, talvez porque nossos políticos, tão aferrados nos banquetes da Corte, nos sonegam informações, digamos, antipáticas. Trata-se da reprimenda que a presidente deu no seu chefe do Gabinete de Segurança Institucional, quando este declarou publicamente que o Brasil não deveria ter vergonha nem orgulho do golpe de 1964. O chefe é o sergipano José Elito Siqueira, general, sergipano, ex-comandante do 28 BC, que, na sua passagem pela terrinha, desfrutava de festiva acolhida nas colunas sociais tupiniquins.
Outro dado é a ida de Dilma ao programa de Ana Maria Braga, na Globo, no Dia Internacional da Mulher, para um lero-lero com a dona do Papagaio José. Além da conversa de dondocas, a presidente cozinhou uma de suas especialidades, um omelete. Não precisa dizer que a patacoada, a única protagonizada por ela, foi invenção dos marqueteiros, estas figuras que transformam a democracia em circo de de pau. Mas seu temperamento nos faz crer que foi o bastante para evitar repetições daqui para a frente. Como demonstrou nos tais “100 dias” de governo, outra palhaçada inventada pelos comerciantes do marketing, uma idiotice para ganhar, como eles dizem, “visibilidade”, e dinheiro, claro. Mas Dilmão, como um sargento, bateu o e passou ao largo. Se continuar assim, viro seu cabo eleitoral.

3 comentários:

sonia pedrosa disse...

concordo com vc, Luciano. Apoio total à performance da Presidente.

IRANI disse...

Gostei e concordo, Luciano.E ainda dei boas risadas com o texto.

Selma disse...

Também concordo contigo amigo.